A melodia fez debruxar em mim uma saudade nunca antes sentida
Em tempos imundos onde eu estou carregada de lama e suor
O cheiro envolto por um sentimento vagabundo acabado de morrer
E eu profundamente sinto que já não sei nem o que digo nem o que faço.
O Sol nasceu trazendo notícias tuas e eu
Eu simplesmente nem quis saber.
A tua existência, o teu magnânimo perfune
O arrepiante toque do sedutor mais tenebroso
Aquilo que tu sempre desejaste ser.
Para mim o fim já fora há muito
E o nosso amanha nunca irá existir.
Simplesmente porque já não sou portador do meu olhar
Do intenso brilho ou do sorriso que se foi
Com o passar do tempo, tempo que me fizeste esperar.
E enquanto eu canto às estrelas
Tu caminhas por aí, meio perdido caindo na realidade
Nunca antes te sentiste assim porque nunca antes foste rejeitado,
Nunca antes foste além daquilo que és, porque nunca te esforçaste
E sabes o que mais me entristece?
Saber que tu ficarás sempre assim,
Com essa postura, nesse pedestal, tão teu.
Mas tão sozinho, no meio de tanta petulância e loucura.
Odeia-me hoje, odeia-me amnhã.
Porque eu nunca, em tempo algum, te vou amar.
